Psicóloga & Psicanalista · Atibaia, SP
Há coisas que só ficam claras quando são ditas.
Atendimento em psicologia e psicanálise para adultos e casais. Um espaço reservado para você falar do que vem se repetindo — e entender o que isso está tentando dizer.
A pressa quer que você funcione. A análise pergunta o que você deseja.
Na leitura de Gabor Maté
O trauma mora menos no que aconteceu e mais na marca que ficou — e em tudo o que você precisou virar para sobreviver a ela.
Na leitura de Ana Suy
O amor não vem preencher a falta. Ele a torna habitável — e, às vezes, fecunda. Nomear o que falta já é começar a sair do lugar.
Quem escuta
Ellen Andreuccetti
Escutar é um trabalho. Não é concordar com tudo, nem dar conselhos prontos: é sustentar com você o tempo necessário para que uma frase nova apareça — aquela que muda o modo como você se vê.
Atendo adultos e casais que chegam cansados de repetir o mesmo enredo: a mesma discussão, a mesma ansiedade antes de dormir, a mesma sensação de estar cumprindo uma vida em vez de vivê-la. O meu trabalho é ajudar você a ouvir o que já vinha dizendo sem perceber.
Trabalho na interface entre a psicologia clínica e a psicanálise: acolhimento no primeiro contato, método no percurso. Sem promessas de fórmula rápida — e com respeito pelo seu tempo.
Método
Conhecimento inspira escolhas melhores.
Abordagem
Três compromissos que sustentam cada sessão.
Escuta sem pressa
Você não precisa chegar organizado. Pode começar pelo meio, pelo que parece bobagem, pelo que ainda não tem nome. O tempo da sessão é seu.
A palavra como método
Na psicanálise, falar não é desabafar: é trabalhar. Aquilo que se repete no seu relato costuma indicar onde algo pede revisão — e é ali que a gente se demora.
Sigilo e ética
O que se fala aqui fica aqui. Sigilo profissional garantido pelo Código de Ética do psicólogo, tanto no consultório quanto no atendimento online.
Como começa
Do primeiro contato à primeira sessão.
Primeiro contato
Você escreve pelo WhatsApp contando, em poucas linhas, o que está buscando. Eu respondo pessoalmente com os horários disponíveis, o valor da sessão e a modalidade — presencial em Atibaia ou online.
Sessão inicial
Um encontro de 50 minutos para você falar e eu entender o que está em jogo. No fim, conversamos sobre uma proposta de trabalho: frequência, foco e o que esperar. Sem compromisso de continuidade.
O percurso
Normalmente uma sessão por semana, em horário fixo. A regularidade é o que permite que o trabalho ganhe profundidade — e é também o que faz a diferença entre alívio momentâneo e mudança que se sustenta.
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Terapia de casal
Quando a conversa virou disputa e o silêncio virou rotina. Um terceiro lugar onde os dois podem ser ouvidos sem tribunal.
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Ansiedade
O corpo em alerta permanente, a cabeça adiantada em três cenários. Entender o que a ansiedade protege é o começo de baixar o volume.
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Traumas
Nem todo trauma é um episódio extraordinário. Muitas vezes é o que se repetiu por anos — e ainda organiza suas reações hoje.
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Aqui você pode ser você.
Atendimento presencial
O consultório, em Atibaia.
Sala ampla, luz natural e um jardim do lado de fora. Um lugar pensado para que a primeira coisa que aconteça com você aqui seja respirar mais devagar.
Atibaia — São Paulo
Sábados sob agendamento
Reflexões entre uma sessão e outra.
Avaliações no Google
Quem já sentou nessa poltrona.
Avaliações verificadas no Perfil da Empresa
Saí da primeira sessão com a sensação de ter sido ouvida de verdade, sem pressa e sem julgamento. A Ellen tem uma escuta rara.
Chegamos como casal sem conseguir conversar dez minutos sem briga. Hoje conseguimos falar sobre o que dói. Fez diferença.
A ansiedade não desapareceu por mágica, mas entendi de onde ela vem. Isso mudou completamente a forma como lido com ela.
Primeiro passo
Você não precisa saber explicar ainda.
Se algo aí dentro está pedindo espaço, comece por uma mensagem. Eu respondo pessoalmente e a gente vê, juntos, se faz sentido começar.
Início / Terapia de casal
Terapia de casal em Atibaia e online
Para quem já não discute o assunto, discute a relação. Um espaço onde os dois podem falar — e, principalmente, ser ouvidos.
Quando procurar terapia de casal
Quase ninguém marca a primeira sessão no dia da primeira briga. A maioria dos casais chega depois de meses — às vezes anos — tentando resolver sozinhos algo que já virou um jeito de conviver.
Isso não é fracasso, é o normal. O problema é que, nesse tempo, a conversa costuma se transformar num sistema fechado: cada um já sabe o que o outro vai dizer, já tem a resposta pronta antes da frase terminar, e o assunto real fica sempre do lado de fora. A terapia de casal serve exatamente para abrir esse sistema — introduzir um terceiro que não está do lado de ninguém, mas do lado do vínculo.
Sinais frequentes de que é hora
- As mesmas discussões voltam com roteiro decorado, mudando só o motivo aparente.
- O silêncio deixou de ser descanso e virou estratégia para evitar conflito.
- Aconteceu uma quebra de confiança — uma traição, uma mentira, uma decisão tomada sozinha.
- A vida sexual mudou e ninguém consegue falar sobre isso sem que alguém se sinta acusado.
- Chegou um filho, uma mudança, uma doença, um luto — e vocês não se reencontraram depois.
- Um dos dois está pensando em terminar e quer entender antes de decidir.
Como funciona na prática
As sessões são semanais, de 50 minutos, com os dois presentes. Em alguns momentos do percurso pode fazer sentido uma sessão individual com cada um — sempre combinada abertamente, nunca como espaço para segredos ou alianças. Nada do que é dito a sós volta para a sessão conjunta sem consentimento.
Meu papel não é apontar quem está certo. É devolver a vocês o que está sendo dito, inclusive o que é dito sem palavras: o tom, a interrupção, o assunto que muda sempre na mesma hora. É comum que, nas primeiras semanas, um dos dois descubra que não sabia o que o outro sentia — não porque nunca foi falado, mas porque nunca houve condição de escutar.
O que a terapia de casal não é
Não é um tribunal com juiz. Não é um lugar para produzir provas nem para arrancar uma promessa de mudança. E não é uma garantia de que o casamento continua: em alguns casos, o trabalho ajuda a separar com menos destruição — o que, para uma família com filhos, muitas vezes é o resultado mais cuidadoso possível. O compromisso é com a verdade do vínculo, não com um final pré-definido.
Casal e psicanálise
Cada pessoa entra na relação com uma história anterior: o modo como aprendeu a ser amada, o que ficou faltando, o que aprendeu a não pedir. Muitas das brigas de hoje são conversas antigas acontecendo com a pessoa errada. Trazer isso à luz não serve para culpar a infância de ninguém — serve para que vocês parem de repetir, no presente, um roteiro que não escreveram.
Como escreve Ana Suy, o amor não vem tapar um buraco: ele torna a falta suportável e, quando dá certo, criativa. Um casal que consegue falar do que falta em vez de exigir que o outro resolva costuma descobrir um jeito novo de estar junto.
Perguntas frequentes
Meu parceiro não quer vir. Faz sentido eu ir sozinha?
Quantas sessões são necessárias?
Vocês atendem casal online?
Houve traição. Ainda dá para tentar?
O que se fala fica em sigilo?
Início / Ansiedade
Tratamento para ansiedade em Atibaia e online
Quando o corpo vive em alerta e a cabeça já está três cenários adiante. Entender o que a ansiedade protege é o primeiro passo para baixar o volume.
A ansiedade não é o inimigo
Ansiedade é uma função — a que nos prepara para o que ainda não aconteceu. O problema começa quando ela deixa de ser um alarme e passa a ser trilha sonora: liga sozinha, não desliga, e você já não sabe mais o que estava tentando avisar.
Quem convive com isso costuma ser muito competente em seguir em frente. Trabalha, cumpre, entrega, cuida dos outros. Só que faz tudo isso com um motor acelerado, e o preço aparece no corpo antes de aparecer na consciência.
Como ela se manifesta
- Sono que não descansa: você dorme, mas acorda como se tivesse trabalhado a noite toda.
- Aperto no peito, respiração curta, taquicardia, tensão nos ombros e no maxilar, estômago fechado.
- Pensamento em espiral: ensaiar conversas que não aconteceram, revisar conversas que já passaram.
- Irritação de gatilho curto, dificuldade de concentração, sensação de estar sempre atrasada.
- Evitação: adiar ligações, faltar em encontros, não iniciar o que poderia dar errado.
- Crises de ansiedade com sensação de perda de controle ou de morte iminente.
Sintomas assim merecem também avaliação clínica — vale descartar causas físicas com um médico. Feito isso, a pergunta muda: em vez de só como fazer isso parar, passa a ser o que isso está tentando me dizer.
O que a psicanálise faz com a ansiedade
Técnicas de respiração e regulação ajudam no momento agudo, e eu não sou contra nenhuma delas. Mas se o alarme volta sempre no mesmo ponto, é porque há algo ali que não pôde ser dito. A escuta analítica trabalha nesse ponto: onde a angústia se instala, o que ela evita que você saiba, que exigência você está tentando cumprir e de quem é essa exigência, afinal.
Na prática, isso significa observar o que se repete — o mesmo tipo de relação, o mesmo medo de decepcionar, a mesma antecipação de catástrofe — e ir dando nome. Nomear não elimina a angústia por decreto, mas transforma o que era um estado difuso e sem forma em algo que se pode pensar, e sobre o qual se pode decidir.
Gabor Maté insiste em um ponto que se confirma na clínica: sintomas assim raramente são defeito de fabricação. São adaptações. Alguém aprendeu, muito cedo, que ficar em alerta era a forma mais segura de ser aceito ou de não ser surpreendido. Fazia sentido então. Hoje cobra caro.
O que esperar do percurso
Costumo trabalhar com uma sessão semanal, em horário fixo. Nas primeiras semanas, o objetivo é entender o mapa: quando a ansiedade aparece, com quem, em torno de quê. Muita gente relata algum alívio já nesse período — não porque o sintoma sumiu, mas porque deixou de ser um monstro sem nome.
Depois, o trabalho se aprofunda: as histórias por trás dos gatilhos, as escolhas que vêm sendo feitas por medo, os limites que nunca foram ditos. É aí que a mudança começa a se sustentar sem exigir vigilância constante.
Perguntas frequentes
Terapia para ansiedade funciona sem medicação?
Em quanto tempo sinto diferença?
Tenho crises de pânico. É o mesmo assunto?
Atende online?
Início / Traumas
Terapia para traumas em Atibaia e online
Nem todo trauma é um acontecimento extraordinário. Muitas vezes é o que se repetiu por anos, em silêncio — e que ainda organiza suas reações hoje.
O que fica quando o acontecimento passa
Existe uma ideia bastante difundida de que trauma é sinônimo de catástrofe: acidente, violência, perda súbita. Isso é trauma, sem dúvida. Mas na clínica aparece com muito mais frequência outra coisa: o efeito de anos de pequenas experiências repetidas, nas quais alguém aprendeu que não podia contar com ninguém, que sentir era arriscado, ou que precisava ser útil para ser amado.
Gabor Maté formula isso de um modo que ajuda: o trauma não é tanto o que aconteceu com você, e sim o que ficou dentro de você depois — e o que você precisou se tornar para atravessar aquilo. Uma criança que precisou escolher entre ser autêntica e manter o vínculo quase sempre escolhe o vínculo. Faz sentido. E depois carrega essa escolha por décadas, sem saber que a fez.
Como o trauma aparece na vida adulta
- Reações desproporcionais a situações pequenas — e vergonha delas depois.
- Corpo em estado de alerta: sobressaltos, hipervigilância, dificuldade de relaxar de verdade.
- Dificuldade de confiar, ou o oposto: entregar-se rápido demais a quem repete o padrão antigo.
- Sensação de desconexão, de estar assistindo à própria vida de fora.
- Culpa e autocrítica severas, com um discurso interno que ninguém aceitaria de outra pessoa.
- Relações que reencenam a mesma cena de origem, com pessoas diferentes.
- Uso de trabalho, comida, álcool, telas ou outras compulsões para não sentir.
Como trabalho traumas na clínica
O primeiro compromisso é o ritmo. Não existe benefício em obrigar alguém a relatar em detalhes o que ainda não tem estrutura para sustentar; revisitar o episódio sem preparo pode retraumatizar. Então começamos pelo presente: o que se repete, onde o corpo reage, o que ficou impossível de fazer. Só depois, e no tempo que for necessário, a história vai ganhando palavras.
O que a psicanálise oferece aqui é a possibilidade de dar forma ao que ficou sem forma. Aquilo que não pôde ser dito na época costuma continuar operando de outro modo — no corpo, na escolha do parceiro, no medo que não tem endereço. Quando ganha palavra, deixa de reger em silêncio. Não é apagar o passado: é fazer com que ele pare de decidir seu presente.
Também importa reconhecer o que foi aprendido. Muitas dessas defesas salvaram você. A questão não é abandoná-las com culpa, e sim descobrir que hoje existem outras opções — e que você já não é a criança que precisava daquilo.
Luto, perdas e mudanças abruptas
Perdas também pedem escuta, mesmo sem serem traumáticas no sentido clínico. Morte de alguém próximo, fim de casamento, demissão, diagnóstico, mudança de cidade. Em todas há um trabalho de reorganização interna que a pressa social não respeita: em duas semanas já se espera que você esteja bem. Não é assim que funciona. Ter um lugar para atravessar isso sem performance é, muitas vezes, o que evita que a perda se torne sintoma.